
O melasma é uma condição caracterizada pelo surgimento de manchas acastanhadas, principalmente no rosto, em regiões como testa, bochechas e buço. Embora possa ocorrer em diferentes tons de pele, ele costuma ter impacto importante em pessoas com pele negra devido ao maior contraste entre a área pigmentada e a pele ao redor.
Além disso, o tratamento do melasma em pele negra exige atenção especial porque procedimentos muito agressivos podem desencadear hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI), piorando as manchas em vez de melhorar.
Por que o melasma acontece?
O melasma envolve aumento da produção de melanina pelos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele. Diversos fatores podem estimular esse processo, como:
• Exposição solar
• Calor
• Predisposição genética
• Alterações hormonais
• Inflamação cutânea
• Luz visível
Na pele negra, os melanócitos costumam responder de forma mais intensa aos estímulos inflamatórios, o que aumenta o risco de pigmentação persistente após irritações e tratamentos inadequados.
O que pode piorar o melasma?
Um dos erros mais comuns é tentar “clarear rápido” utilizando produtos irritativos ou procedimentos muito intensos.
Isso pode gerar inflamação da pele e desencadear hiperpigmentação pós-inflamatória, principalmente em fototipos mais altos.
Entre os fatores que podem piorar o quadro estão:
• Uso inadequado de ácidos
• Peelings agressivos
• Lasers sem indicação correta
• Excesso de esfoliação
• Exposição solar sem proteção
• Irritação crônica da pele
Em pele negra, tratar melasma não significa apenas clarear manchas, mas controlar a inflamação e preservar a barreira cutânea.
Como é feito o tratamento?
O tratamento costuma envolver associação de estratégias e acompanhamento contínuo.
Podem ser utilizados:
• Ativos uniformizadores, anti-inflamatórios, anti-angiogênicos e antioxidantes
• Fotoproteção com proteção contra luz visível
• Peelings cuidadosamente indicados
• Lasers
Nem sempre tratamentos mais agressivos significam melhores resultados. Em muitos casos, abordagens graduais e consistentes costumam ser mais seguras e eficazes.
O protetor solar realmente faz diferença?
Sim. A fotoproteção é a parte mais importante do tratamento do melasma.
Além da radiação ultravioleta, a luz visível também pode estimular pigmentação em peles mais escuras. Por isso, em muitos pacientes, filtros com cor ajudam a aumentar a proteção contra pigmentação induzida pela luz.
Hoje já existem opções com acabamento mais adaptado para diferentes tons de pele negra, reduzindo o aspecto esbranquiçado que antes dificultava o uso diário.
O melasma tem cura?
O melasma é uma condição crônica e com tendência à recorrência. Isso significa que, mesmo após melhora importante, fatores como sol, calor, hormônios e inflamação podem estimular o retorno das manchas.
Por isso, o objetivo costuma ser controle prolongado e manutenção da estabilidade da pele.
Quando procurar avaliação dermatológica?
A avaliação especializada é importante quando:
• As manchas estão aumentando
• Houve piora após uso de produtos
• Existe sensibilidade ou irritação associada
• Tratamentos prévios não funcionaram
• Há insegurança sobre quais procedimentos são seguros para pele negra
No melasma, individualização faz diferença. Em pele negra, segurança e controle da inflamação são parte fundamental de um tratamento bem conduzido.
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