Lipedema e alimentação: como a nutrição pode ajudar no controle dos sintomas

O lipedema é uma condição crônica descrita pela primeira vez em 1940 e caracterizada pelo acúmulo desproporcional de tecido adiposo, frequentemente associado à dor e ao desconforto. Apesar de existir há décadas, ainda é uma condição pouco reconhecida e subdiagnosticada.

Afeta principalmente mulheres e pode estar relacionado a fatores genéticos e hormonais.

Quais são os principais sinais e sintomas?

• Acúmulo desproporcional de gordura em pernas, braços e quadris;

• Sensação de peso ou cansaço nas pernas;

• Dor ou sensibilidade ao toque;

• Inchaço com piora ao longo do dia;

• Facilidade para apresentar hematomas.

É importante lembrar que cada pessoa pode apresentar sinais e sintomas com características e intensidades diferentes.

Além disso, o lipedema pode estar associado ao excesso de peso ou à obesidade. Muitas pessoas relatam dificuldade para reduzir medidas nas regiões afetadas, mesmo realizando mudanças no estilo de vida e na alimentação.

Essa situação pode gerar frustração e impactar a autoestima, o bem-estar e a qualidade de vida.

Como a alimentação pode ajudar?

A alimentação não é capaz de curar o lipedema, mas a nutrição pode ser uma importante aliada no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida.

Atualmente, ainda não existe consenso sobre um padrão alimentar ideal para o tratamento do lipedema. Algumas abordagens vêm sendo estudadas, como padrões inspirados na dieta mediterrânea, estratégias com redução de alimentos ultraprocessados e maior consumo de alimentos de origem vegetal.

O principal ponto em comum entre essas abordagens é a construção de uma alimentação equilibrada, individualizada e sustentável.

Algumas estratégias que podem contribuir para um padrão alimentar mais equilibrado incluem:

• Consumir frutas e hortaliças regularmente, priorizando a variedade;

• Reduzir o consumo de açúcares e alimentos ultraprocessados;

• Garantir ingestão adequada de fibras e água;

• Controlar o consumo de bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas;

• Avaliar a ingestão de fontes proteicas de acordo com as necessidades individuais.

Além da alimentação, a prática regular de atividade física, o gerenciamento do estresse, o sono adequado e o autocuidado também fazem parte do tratamento do lipedema.

Outras estratégias terapêuticas podem ser indicadas conforme a avaliação individual e o acompanhamento profissional.

Embora o conhecimento sobre o tema esteja em crescimento, ainda são necessários mais estudos para compreender melhor quais abordagens apresentam maior benefício para o controle dos sintomas e para a melhora da qualidade de vida das pessoas com lipedema.

Dra. Simone Oku

Dra. Simone Oku

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