
Cicatrizes antigas podem incomodar tanto pela aparência quanto pela sensação ao toque. Para decidir o melhor tratamento avaliamos três pontos: textura/volume (elevada ou afundada), cor (vermelha ou pigmentada) e se há mistura de características. Cada cicatriz é única, por isso a abordagem é sempre individualizada.
Tratamentos não cirúrgicos (por tipo)
- Cicatriz elevada (hipertrófica/quelóide): infiltrações com corticosteroide intralesional (ou bleomicina em casos específicos) e lasers que reduzem volume e vascularização. Em situações de alto risco, a radioterapia localizada pode ser avaliada como adjuvante.
- Cicatriz atrófica (afundada): técnicas que estimulam colágeno, como microagulhamento, lasers fracionados e, quando indicado, preenchimentos para “elevar” a área.
- Cicatriz vermelha (eritematosa): lasers vasculares e aparelhos que atuam na hemoglobina; vermelhidão persistente por mais de um ano não é o esperado e merece intervenção.
- Cicatriz pigmentada: lasers específicos para pigmento, escolhidos conforme tipo de pigmento e fototipo; muitas vezes é preciso combinar técnicas.
Quando considerar cirurgia
A cirurgia é opção quando os tratamentos não invasivos não resolvem ou quando há sobra de pele que permite ressecção com menor tensão. Cicatrizes mais maduras costumam responder melhor à revisão cirúrgica. Em pacientes com tendência a cicatrização ruim, planejamos medidas adjuvantes no pós-operatório (infiltrações, laser, até radioterapia localizada) para reduzir a chance de recidiva.
O pós-operatório faz diferença
Um plano de pós-operatório ativo, com orientações, reavaliações e uso de terapias adjuvantes quando necessário, melhora muito os resultados e ajuda a prevenir que a cicatriz volte a ficar inestética.
Expectativa realista
Não há receita de bolo. Em média, muitos pacientes têm melhora após 4–6 sessões de tratamentos não cirúrgicos, mas esse número varia. Se a resposta estagnar, reavaliamos e trocamos a técnica ou consideramos cirurgia. Avaliação contínua e alinhamento de expectativas são essenciais.
O que fazer se você está insatisfeito
Procure um dermatologista e, quando indicado, um cirurgião plástico. Leve histórico de tratamentos anteriores e fotos que mostrem a evolução. Pergunte sobre riscos, tempo de recuperação e plano de acompanhamento.








